28
fev
09

Apenas um acaso ordinário (ou Às quaresmeiras do Barão)

Nunca mais te amarei assim
Com o coração palpitante
Como oração suplicante
Que se reza diante do fim

Te amarei como a uma santa
Dessas que sustentam andores
Junto às quais a Igreja canta
Ao bom Deus, eternos louvores

Apostarei alto na tua santidade
E farei ao Pai pedidos tantos
que meu anjo te prestará favores

E calarei coração e vontade
E buscarei a Comunhão  dos Santos
À qual anseiamos os pecadores
* * *
Mas sempre haverá abraços de vento
Para celebrar a felicidade dos dias tristes
E aliviar a aridez dos sorrisos rasos

Nisto, entenderei que
“o Amor não procura seu próprio interesse”
(ou, pelo menos, tentarei).

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